Entrevista a ANA FREITAS

BRADESCO EDUCAÇÃO

 A.F.  =  ANA FREITAS  - H. W. = HAMILTON WERNECK

AF – Que características se esperam de um profissional neste novo século?

HW – Espera-se que este profissional seja capaz de trabalhar em equipe, desenvolva criatividade, seja empreendedor, proativo e seja capaz de lidar com a complexidade. Um profissional deste novo século precisa estar preparado para comunicar-se bem, usar tecnologias de informação, cuidar da voz, estabelecer parcerias e enfrentar o mundo imprevisível, essa espécie de “caótico estruturado” na visão de Pedro Demo.

 AF – São características natas ou podem ser adquiridas?

HW – É importante descobrir as características natas, as aptidões e, além disso, adquirir através de cursos de aprimoramento, o que está faltando à pessoa. Melhor quando a própria natureza já oferece facilidade para a incorporação dos valores exigidos para este novo século. O cuidado com os “treinamentos” (embora treinamento seja para cachorro e gato), para as pessoas falamos em educação, é aquela “aura” de artificial que se cria em um ser “treinado” e, ao mesmo tempo, destituído de qualidades natas. Torna-se necessário, hoje, conjugar as duas coisas: aprimorar pontos fortes já existentes e adquirir maior infra- estrutura em relação aos pontos fracos. 

AF – As credenciais perderam a importância? O que um universitário...no mundo atual?

HW – As credenciais acadêmicas continuam importantes porque o ser humano exige significado para o que ele faz. Alguns profissionais de hoje pensam que, apenas saber apertar botões e fazer funcionar uma aparelhagem eletrônica, lhes confere saberes suficientes. As duas coisas precisam estar conjugadas. Não se trata, no caso da comunicação, por exemplo, de fazer a transmissão de uma imagem. Trata-se de como transmiti-la para que o meio seja um meio “quente” e, não, “frio” se usarmos uma expressão de Marshall McLuhan.  

AF - Como um estudante pode...trainee?

HW Procurar estágios é muito importante porque as universidades passam informações embora careçam de prática. Buscar essa prática para verificar “in loco” as aplicações das teorias demonstra interesse do profissional. Isso é conjugado nas atividades de trainee. Por isso muitos saem de lá empregados. O bom profissional do futuro pesquisa o mercado ou busca informações para saber como se faz essa pesquisa. Sem esse interesse ele não poderá ser considerado um bom profissional.